Agosto 6, 2008...10:51 pm

A anti-rosa atômica

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Hoje é seis de agosto, 63o aniversário da destruição de Hiroshima pelo little boy. Há quem veja na data a explosão de um mal necessário, fundamental para abreviar o fim da Segunda Guerra Mundial. Outros vêem na infâmia um recado direto para a superpotência soviética, que exploridiria sua primeira bomba experimental quatro anos depois. Para Hannah Arendt, Hiroshima inaugurou a era da banalização do mal.

Mais uma vez, sobreviventes e curiosos se reuniram sob a Cúpula Genbaku, símbolo do Memorial da Paz, para lembrar os cerca de 220 mil mortos naquele dia. Além do admirável Hiroshima, de John Hersey, um mangá de 1988 mostra com muita maestria a sociedade japonesa naquela época.

Trata-se de Hotaru no haka (“Cemitério dos vagalumes”), que conta a história dos irmãos Seita e Setsuko. Afastados do pai, oficial da Marinha Imperial, e órfãos de mãe, morta durante um bombardeio americano, tentam sobreviver em uma sociedade empobrecida e semidestruída pela guerra. Apesar do formato em mangá, a duração e a densidade da narrativa impressiona. Para quem tiver interesse, aí vai uma pequena amostra.

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